A segunda edição da Mostra Quarta Parede acontece entre os dias 24 e 26 de abril, no Museu Histórico de Sergipe, em São Cristóvão, com entrada gratuita e programação que reúne filmes de treze estados, além de debates, lançamentos de livros e apresentações musicais. Promovido pelo Cineclube Voyage e apoiado pela Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), o evento aposta na difusão do cinema autoral brasileiro, com foco em curtas independentes e universitários. A mostra apresenta um panorama da produção nacional de baixo orçamento, explorando temas como arquivo, experimentação, memória e processos coletivos. A proposta é ampliar o acesso ao cinema independente no interior sergipano, abrindo espaço para obras que raramente chegam ao grande público. Financiada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Funcap e do Governo de Sergipe, esta edição marca um avanço em relação à anterior, realizada em 2023, ao garantir a remuneração de todos os profissionais envolvidos. O apoio também possibilitou a expansão das atividades e o fortalecimento do cineclube, criado no curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Sergipe (UFS). “A PNAB foi primordial porque permitiu profissionalizar o corpo do cineclube. Somos egressos do curso de Cinema e estamos entrando no mercado de trabalho; a política surge como alicerce para que a mostra exista com três dias de programação, convidados, atrações musicais e um catálogo que gera memória para o evento”, afirma o produtor e curador Breno Silva. Entre os destaques está o relançamento de Um é Pouco... Dois é Bom (1970), de Odilon Lopez, na noite de abertura. Parcialmente perdido, o longa retorna ao circuito como elo entre a memória do cinema brasileiro e propostas contemporâneas presentes na curadoria. Reinaugurado no segundo semestre de 2025, o Museu Histórico de Sergipe terá o pátio adaptado como sala de cinema ao ar livre, criando contraste entre o espaço histórico e as obras exibidas. “Estamos tentando experimentar uma fricção entre esse espaço voltado à memória e preservação do patrimônio e filmes que brincam com novas formas, novos olhares e falam sobre a juventude brasileira, incentivando novas perspectivas e dando luz a esses trabalhos num lugar cercado por memória”, explica Breno. Além das exibições, a mostra busca dialogar com a tradição cinematográfica de São Cristóvão, impulsionada pela UFS, e aproximar o público local da produção autoral de diferentes regiões do país, fora do eixo Rio–São Paulo. “O museu se tornou um grande apoiador, de portas abertas para funcionar como centro cultural e ponto de encontro entre artistas, realizadores e população. Para nós, jovens agentes culturais em início de carreira, é fundamental contar com um espaço que acolhe esse tipo de experimentação”, completa. Programação Sexta-feira (24)
- 15h: Sessão 1 – "A cidade é uma só?"
- 18h30: Longa de abertura – Um Pouco Dois Bom 1970 (dir. Odilon Lopez)
- 20h: Pocket show Fluxo-floema (visuais por Sarah Ahab)
- 20h50: DJ TENSSA PEDIDO
- 16h: Mesa temática "Sair para ver o sol" (Odilon Lopez, cineasta; mediadora: Kátia Freitas)
- 17h: Sessão 2 – "Caixa empoeirada" (48 min, 12 anos)
- 18h15: Sessão 3 – "Abrigo Nuclear" (53 min, 14 anos)
- 19h10: Sessão 4 – "Flashy Cristo Clubbers" (14 anos)
- 16h: Lançamento do livro Casulo ao Mar, de Marcelo Ikeda
- 17h: Sessão 5 – "Trabalhar cansa mesmo" (56 min, 12 anos)
- 18h15: Sessão 6 – "Asas e leques de anjos" (55 min, 18 anos)
- 19h25: Sessão 7 – "Os que caminham comigo" (55 min, 14 anos)
- 20h15: Show Seu Psiqu
- 20h45: Show Casulo